terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Desinteresse de mulheres por TI ocorre em todo o País

Segundo o iG apurou, o percentual de mulheres em cursos de TI varia entre as universidades brasileiras consultadas, mas o desinteresse feminino pode ser notado em todas elas. Na PUC-Rio, por exemplo, as mulheres matriculadas nos cursos de Sistemas da Informação e Ciências da Computação não chegam a 20%: em novembro de 2011, elas representavam 18,7% e 17,9% do total, respectivamente. Na Universidade de São Paulo (USP), uma das mais procuradas do País, o índice de mulheres que cursam Ciências da Computação é ainda menor: apenas 9,9% dos mais de 260 alunos atualmente matriculados no curso.
No Nordeste, a Universidade Federal de Pernambuco, uma das universidades mais procuradas por empresas do Porto Digital - pólo de desenvolvimento de software localizado em Recife - também tem poucas mulheres. Em novembro de 2011, elas representavam apenas 11% dos 872 estudantes de Ciências da Computação e Engenharia da Computação.

Por lá, a coordenação do curso também notou a falta de interesse dos homens pelas carreiras tecnológicas. Os alunos reclamam que os baixos salários oferecidos pelas empresas, em sua maioria startups não pagam o esforço exigido pela profissão. “Os cursos de engenharia sempre tiveram mais homens do que mulheres e foi o que acabou acontecendo com a área de TI”, diz Ana Carolina Salgado, professora da UFPE.
Apesar do baixo interesse das mulheres em cursos de graduação em TI, as mulheres vêm conquistando um espaço maior em grandes empresas de tecnologia, como a IBM e a brasileira Totvs. Na Totvs, que desenvolve softwares para empresas, são 904 mulheres do total de mais de 2,7 mil funcionários em áreas que requerem diploma na área de TI. O número corresponde a 32,7% do total – similar à média de mulheres na IBM, que é de 30% em todo o mundo. “Estamos nos esforçando para nivelar a proporção de homens e mulheres”, diz Gabriela Hertz, líder de diversidades na IBM, que organiza palestras em universidades para estimular mulheres a concorrerem a vagas na empresa.

ENALDO CAGE
FONTE: Augusto Garcia e Claudia Tozetto, iG São Paulo | 05/12/2011 05:30

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