Numa praça estavam a conversar dois grandes amigos, a aparência deles denunciava suas idades, deviam ter por volta 70 anos, olhavam ao redor e buscavam vestígios de suas infâncias, surge um diálogo:
_ Nossa que saudade dos nossos tempos, aquilo é que era vida! Brincadeiras sadias, ar puro, a sociedade agora vegeta na frente da televisão.
_ Por falar em televisão eu acho que os jovens entraram dentro dela e se perderam num labirinto sem volta.
_ Eu acho que esse mundo aqui vai acabar, as praças, o verde, o leite vendido nas portas...
_ Será?! É, eu acho que você tem razão! Nossos netos não sentarão na praça por estarem dentro da televisão procurando uma praça, mas só encontrarão a cinza, o vazio e o quadrado da televisão.
Dentro da "Televisão"
_ oi kaio! :)
_ oi, o q tev na aula hj?
_ Hj a aula foi bem interessante, a prof perguntou sobre o q axamos da nossa vida hj?
_ Foi? e oq vc disse?
_ Ah! eu disse que nossos dias são os melhores de todos os tempos! isso é que é vida! Falei também do meu avô que vive sentado na praça, o tempo dele era muito chato, o mundo era cinza, vazio e quadrado, ninguém merece! aff!
Estes pequenos diálogos ilustra o André Lemos expõe em seu texto, o mundo está em transformação, surge um novo mundo, melhor? pior? depende do ponto de vista! mas a verdade é que voltar a ser uma sociedade sem mídia parece loucura, ou impossível, será que se a tecnologia continuar avançando o mundo em vivemos hoje será extinto, acredito que não! Um "mundo" não exclui o outro.
Agora baseado em tudo que temos lido e discutido deixo um questionamento: Atingimos o ápice da tecnologia, ou ainda estamos engatinhando?
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